Dia Mundial do Combate às Hepatites Virais


Entenda quais são os tipos mais frequentes e como evitar o contágio

A Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Segundo a OMS, apenas uma em cada 20 pessoas com a doença sabe que é portadora do vírus. “A hepatite viral pode ser do tipo A, B, C, D e E, sendo as três primeiras as mais comuns. Seus sintomas variam muito, desde assintomática até indisposição, dores nas juntas, dor de cabeça e lesões de pele, manifestações que podem confundir com outros males”, explica a infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Andreia Maruzo Perejão.

No entanto, a profissional explica que há sintomas que aparecem geralmente num estágio mais avançado das hepatites B e C, como comprometimento do rim, aumento do volume abdominal (barriga d’água), alteração neurológica (encefalopatia) e icterícia. “A hepatite infecciosa pode evoluir para cronicidade do tipo B e C. Nesses casos, pode inclusive levar à cirrose ou ao câncer de fígado. Porém, também existe a possibilidade de o organismo combater sozinho e evoluir para cura, o que acontece com grande parte dos infectados”.

Já a hepatite A não vira crônica. Você tem a doença manifestada por icterícia, alteração da cor das fezes e da urina e indisposição, o que não significa gravidade e é um quadro passageiro. Mas há casos do vírus tipo A em que o fígado perde a função e pode até levar a óbito. “Contudo, geralmente, ela é bem mais tranquila e a maioria de nós já entrou em contato com o vírus”, acalma a infectologista.

De acordo com Andreia, o diagnóstico é feito por exame sorológico. “São sorologias específicas que vão detectar a presença de anticorpos que nosso organismo produziu por conta do vírus. Para confirmação de algumas dessas hepatites, como B e C, é necessário exame de PCR ou carga viral, que identifica a quantidade de vírus no sangue”.

O tratamento é conforme cada hepatite: a tipo A não tem um tratamento específico, são apenas cuidados clínicos e, caso o fígado perca sua função, é preciso transplante; a tipo B e C, se evoluir para crônica existe tratamento com medicações antivirais. Já para prevenir, depende do tipo de transmissão. “A hepatite A é transmitida por meio de contato fecal-oral, por isso é importante lavar bem as mãos e os alimentos antes de ingeri-los, tomar cuidado onde se realiza as refeições, observar se o alimento é manipulado adequadamente, e evitar contato com pessoas diagnosticadas com o vírus. Agora, a hepatite B e C a transmissão é principalmente por sangue contaminado e relação sexual. Por sangue, se dá por agulhas contaminadas, ferramentas de dentista, alicate da manicure e qualquer outro material que possa conter o vírus. Outra forma de transmitir é através da mãe para o filho durante a gravidez”, esclarece a médica.

Ela alerta ainda que existe vacina para as hepatites A e B. “A da hepatite A pode ser tomada a partir de um ano de idade. Já a vacina para hepatite B é indicada para qualquer idade. Portanto, tirando a do vírus tipo C, é possível prevenir as doenças”, finaliza.